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Como eu conheci meu marido americano + pedido de casamento

Hello hello! Hoje voltei com fofoca. Vim contar como que eu conheci meu marido americano e como foi o pedido de casamento – quase todo mundo me pergunta isso e é uma coisa que eu tenho curiosidade sobre a vida dos outros também.

Vou começar contando um pouquinho da minha intensa (sqn) vida amorosa nos EUA. Não tenho certeza se isso é de conhecimento geral da nação, mas a maioria das Au Pairs são adeptas ao uso de aplicativos tipo o Tinder. Muitas, inclusive, baixam o aplicativo ainda do Brasil, assim que têm o match (fecham contrato) com a hostfamily (família anfitriã), pra já chegar nos EUA chegando! É muita eficiência, minha gente! Por influência de amigas, eu baixei o Tinder e mais um outro (não me lembro o nome) várias vezes, mas eu sempre deletava porque esse negócio de encontro quase às cegas não é comigo não.

De qualquer forma, eu cheguei a ir em dois dates pelo Tinder, mas levei minha amiga Alessia nos dois. hahaha O primeiro foi péssimo. O cara não tinha nada a ver com as fotos, fora que ele era um chato. Ele não tinha assunto e eu menos ainda, então foi o ó. Grazadeus minha amiga estava lá! O segundo foi bem legal e foi com um carinha inglês super gente boa. Eu avisei que levaria uma amiga, então ele levou um amigo também. Foi super divertido, mas ele estava só de passagem pelos EUA e não rolou nada. Nem um selinho.

Enfim, nunca tive saco pra isso e acabei desistindo de vez dos apps (lê-se “éps“, aliás). Depois de quase um ano de EUA – e na seca – eu fiz uma road trip na West Coast (California, Nevada e Arizona) com um grupo de amigas e acabei ficando com um mocinho lá num barzinho. Só. (Precisei apenas de dois parágrafos para resumir minha vida amorosa de um ano nos EUA. Patético.)

Enquanto essa road trip acontecia, meus hosts contrataram uma equipe para fazer umas reformas lá em casa. No primeiro dia que esse pessoal chegou para trabalhar, eu estava em casa sozinha, e eu que abri a porta pra eles. A primeira pessoa que eu vi foi o Brendan (meu maridón) e por isso eu sempre digo que o amor bateu na minha porta, literalmente.

O Brendan é super handy (bom com tudo que é pra consertar/construir). Ele aprendeu bastante coisa com o avô dele, que era carpinteiro, e nessa época ele estava trabalhando com isso. Eu não me interessei por ele logo de cara, e segui minha vida normal.

Um dia, enquanto eu assistia TV no meu horário de folga, o chefe dele veio puxar assunto comigo e fez perguntas tipo “De onde você é?”, “Quanto tempo vai ficar por aqui?”, e blá-blá-blá até chegar em “Você é solteira?”. Eu me lembro de ter achado essa pergunta meio invasiva, mas ele imediatamente já mandou um “Meu funcionário está a fim de você, ele é super gente boa”. Na minha mente, pensei “Don’t care, didn’t ask” (não estou nem aí, não te perguntei), mas dei só um sorrisinho amarelo pra ele.

Ao longo das semanas seguintes, o Brendan começou a puxar assunto comigo, meio que especulando lugares que eu frequentava. A esta altura, eu já tinha desistido dos apps, já estava pegando ranço da região que eu morava porque só tinha (ainda tem) gente mais velha – tipo 50 anos mais velha – inclusive nos barzinhos, e como ele era “xóvem”, aproveitei pra perguntar onde tinha barzinhos com mais pessoas da minha idade na região. Ele anotou uns para mim num pedacinho de papel (que eu devo ter até hoje guardado em algum lugar) e já mandou um “a gente pode ir lá”. Eu que não sou boba nem nada, e nem estava a fim dele, já mandei “É vou falar com minhas amigas pra ver se elas querem ir” hahaha.

Enfim, combinamos um dia num final de semana próximo e minha única amiga que podia ir desistiu de última hora então eu acabei indo sozinha. Os meus hosts sabiam e começaram a me zoar que eu estava indo para um date e, mesmo sabendo que era realmente um date, eu não queria assumir. E assim fui pro encontro, negando o que era óbvio.

Eu me lembro que era dia 31 de julho (essa data sempre marca acontecimentos importantes na minha vida), domingo, e era um restaurante na beira d’água (moro numa ilha, tem bastante lugar desse tipo aqui) com música ao vivo. O Brendan é muito bom de prosa, o lugar era legal, e a comida deliciosa, então foi super legal.

Acabamos combinando um segundo date no final de semana seguinte, mas, embora eu tivesse gostado bastante do nosso primeiro encontro, eu não queria continuar saindo com ele porque ele estava indo trabalhar todos os dias na minha casa e, caso eu quisesse “terminar”, ia ficar muito chato ter que lidar com a presença dele na minha casa todos os dias. Por esse motivo, eu tinha decidido que nesse encontro eu ia falar pra gente não se encontrar mais, pelo menos até eles acabarem o serviço que estavam fazendo lá em casa.

Acontece que quando eu cheguei no restaurante que tínhamos combinado, a primeira coisa que avistei foi ele sentado no bar, tomando Ginger Ale (tipo um guaraná suave), vestido numa camisa azul-clara com as mangas roladas até a altura do cotovelo. Eu achei ele TÃO lindo, a camisa meio que ressaltava a cor dos olhos dele (sempre fui obcecada por olhos claros), e foi ali que percebi que eu não ia falar nada pra ele coisa nenhuma. Afinal, o jantar foi mara também e ele legal como sempre. Eu não estava fazendo mais nada mesmo, dispensar um gato desses pra quê, né? hehe Foi nesse dia que demos nosso primeiro beijo e daí em diante não paramos mais de nos ver.

A primeira foto que tiramos juntos, na praia de Robert Moses, em agosto de 2016.

Ficamos noivos um ano mais tarde, no dia seguinte do casamento da irmã dele, em Manchester, Vermont. Nós estávamos na casa da tia dele, que no passado pertenceu à família toda e, por isso, ele tem muitas memórias de infância lá; então ele considera um lugar especial. A gente foi dar uma volta no quintal lindo da casa, daí ele apontou para uma montanha e quando eu virei de volta pra ele, ele estava ajoelhado com a aliança. Eu fui pega de surpresa e logo eu, coração de pedra, engolidora de choro, que nunca chora (ok, agora eu virei chorona por algum motivo, mas antigamente eu não chorava não), soltei as lágrimas de emoção. hahaha

Essa foto foi tirada no mesmo dia do nosso noivado, a noite, após termos contado pra família que tínhamos noivado. Infelizmente eu não achei nenhuma foto que tiramos no momento do noivado (deve ter ficado no notebook que deixei no Brasil), mas no topo desse post tem uma foto do lugar onde estávamos, tirada por mim.

Nessa época, eu tinha acabado de sair do programa de Au Pair, já tinha aplicado para o visto de turista para poder ficar nos EUA por mais seis meses enquanto eu providenciava os documentos para aplicar para o visto de estudante. Para evitar essa burocracia e gastação de dinheiro, nos casamos apenas um mês após nosso noivado. Era pra ter sido algo em sigilo já que a gente não tinha dinheiro para bancar uma festa naquele momento, mas ele não aguentou segurar e logo todo mundo já estava sabendo. No final das contas acabamos tendo duas festas de casamento, mas vou guardar esse assunto pra outro post.

Foto do nosso primeiro casamento, na praia de Robert Moses, onde costumávamos ir no comecinho no namoro.

Espero que tenham gostado. Eu sempre me interessei por histórias de amor, então se você sentir de compartilhar uma comigo, deixa aí nos comentários!! xoxo

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